1・3・2023
I don't understand why they are developing artificial intelligence for cars, vacuum cleaners, and robots when there are so many people in need!
2・3・2023
Literatura por medida
O autor está morto, pegaram no livro dele e alteraram frases e palavras de maneira a que o leitor não se sinta ofendido. Vivemos uma época em que para não ofender os leitores vivos, manipula-se a escrita dos autores mortos.
ESTÁ A ACONTECER um pouco por todo o lado, mas sobretudo em livros. E até que enfim que está a acontecer, porque assim o mundo fica logo mais justo. Eu pelo menos sinto isso, quando saio à rua. A editora britânica do escritor Roald Dahl (autor de Matilda, Charlie e a Fábrica de Chocolate, etc.) terá contratado uma equipa para analisar as obras do autor, e sugerir alterações. Tudo para que os livros de Dahl “continuem a ser apreciados por todos nos dias de hoje”. Logo aqui, um erro. Devia ser: “Para que continuem a ser apreciados por todos os panhonhas nos dias de hoje.” Assim sendo, pegaram nesses livros e alteraram algumas passagens. Porquê? Porque há pessoas a quem fazem dói-dói determinadas palavras. E qual é a solução? Temos aqui vários caminhos, e vejam se conseguem adivinhar o mais sensato: Hipótese A, o leitor escolhe não ler porque não aprecia a linguagem contida no livro. Hipótese B, o leitor lê e entende que uma obra de ficção representa isso mesmo (uma obra de ficção), e contextualiza na época em que foi escrito; ou hipótese C, o leitor amua porque há no livro palavras que ele sente que não deve ler, e a editora altera para que ele nunca mais tenha de passar por tamanha afronta. Se está alcoolizado e respondeu a hipótese C, acertou.
Foram alteradas centenas de palavras. Por exemplo, saiu a palavra “gordo” para entrar “enorme”. A palavra “feio” também foi abolida. Numa outra obra, uma personagem que é descrita como “terrivelmente gorda e terrivelmente flácida” passa agora a ser “bruta” e que “merece ser esmagada pela fruta”. Os Oompa Loompas do Charlie e a Fábrica de Chocolate deixam de ser “pequenos homens” para serem “pequenas pessoas”. E noutra obra os “homens-nuvem” passam a ser “pessoas-nuvem”. Isto faz com que Roald Dahl passe a ser woke, mesmo sendo um esqueleto. Trocar palavras de obras quando não gostamos delas ajuda muito. Já fiz o mesmo com “IVA”, agora só tenho de ir a tribunal explicar que aquelas iniciais me deixam desconfortável.
Juan Cavia
Também é curioso que isto seja uma questão que incomoda sobretudo os autores, porque os principais lesados nestas mantas de retalhos são os leitores, que ficam privados de uma linguagem que corresponde ao escritor que estão a ler, para passarem a ser brindados com colagens de várias palavras que o escritor nunca escreveu em vida (nem na morte, já agora), mas que foram escritas por uma equipa que sente que era assim que o autor deveria escrever nos tempos actuais. Acontece que o autor não escreveu nos tempos actuais, o que faz com que não consiga ter uma linguagem do futuro, uma vez que escreveu no passado. Pormenores. Não sei se consigo passar a gravidade da questão sem me repetir: o autor está morto, pegaram no livro dele e alteraram frases e palavras de maneira a que o leitor não se sinta ofendido. Também se soube que os livros de 007 de Ian Fleming vão sofrer alterações para que não tenham expressões consideradas racistas ou ofensivas. Vivemos uma época em que para não ofender os leitores vivos, manipula-se a escrita dos autores mortos. É possível que funcione, na medida em que as pessoas vivas fazem-se ouvir com mais intensidade do que as pessoas mortas. Se eliminarmos palavras como “gordo” e “feio” dos livros, deixa de haver gordos e feios na vida real, o que é um descanso para a vista. Também deixa de haver racistas. Os problemas do mundo ficam todos resolvidos com o Microsoft Word.
E Deus nos livre que um leitor leia uma coisa que o incomoda. Na verdade, Deus nos livre que uma pessoa seja confrontada com um filme, uma série, uma pintura, um livro, ou qualquer coisa que não encaixe perfeitamente nos parâmetros de gosto daquela pessoa. Correu sempre tão bem quando alteraram frases de livros, e proibiram a venda de outros, que não estou a ver que desta vez vá correr pior. São sempre sinais de uma sociedade em evolução: achar que as novas gerações não podem ter acesso à forma como as outras gerações escreviam. Nesse caso, para que serve o passado, seja ele bom ou terrível? Como é que se pode evoluir, sem se saber de onde se veio? Enfim, perguntas que deixo aqui hoje, mas que daqui a 20 anos alguém vai alterar para “A pessoa Bruno gostava muito de nuvens e de papoilas”.
Antigamente a isso chamava-se mimo, hoje em dia é progresso. Quando alguém começava a fazer birra porque um amigo lhe tinha dito uma palavra feia, o que se dizia era: “Respondes à altura e defendes-te, ou então viras costas e vais-te embora.” O que se ensina hoje é: “Se alguém disser uma palavra feia que tu não queres ouvir, vais até à directora da escola e depois tratamos de mandar o menino para uma terra muito longe daqui, e nunca mais vais ter de ouvir falar dele.”
Entretanto, após protestos de várias pessoas (entre elas o escritor Salman Rushdie), a editora veio dizer que vai manter a versão original para quem quiser, mas que vai também editar esta versão revista, para o público mais sensível. Não será mais fácil o público mais sensível procurar obras mais sensíveis? Eu sei, faço muitas perguntas.
Estamos a blindar o mundo para que as pessoas só vejam e ouçam o que não lhes provoca o mínimo beliscão. A arrogância de achar que vão passar pela vida só a ouvir o que querem tem tudo para correr bem, porque está provado cientificamente que o que ofende uma pessoa, é exactamente o mesmo que ofende a que está ao lado, por isso o assunto vai-se resolver com facilidade e rápido consenso.
Palavra de gordo.
fonte: https://www.sabado.pt/opiniao/cronistas/bruno-nogueira/detalhe/literatura-por-medida
ARCHITECTURE I BY BETTY WOOD
Peek inside 15 of the world’s most beautiful libraries
Celebrate World Book Day at these temples of literature
7・3・2023
To celebrate World Book Day, we’ve rounded up some of the world’s most beautiful libraries.
As well as housing globally significant collections, these libraries span the Medieval period to the present, from Santiago to Stuttgart. Get cosy and join us on an armchair tour of these architectural marvels.
more: https://thespaces.com/peek-inside-15-of-the-worlds-most-beautiful-libraries/
7・3・2023
Illulisat, Greenland
Check out this incredible shot of an iceberg, above and below water, from the aerial perspective. This particular iceberg calved from the Sermeq Kujalleq glacier and floats in the Ilulissat fjord of Western Greenland. Icebergs vary considerably in size and shape, but typically carry about 90% of their volume below the water’s surface, leaving only 10% above water.
69.161939°, -51.120091°
Photo by Tom Hegen (2018)
source: https://www.behance.net/gallery/78797785/The-Iceberg-Series-II
9・3・2023
Metro quadrado de silêncio
As pessoas perderam o respeito pelo silêncio. Não sabem o que fazer com ele, procuram tutoriais na Internet para o encontrar dentro da cabeça, ao mesmo tempo que fecham a janela do YouTube e correm desesperadas à procura de qualquer barulho que as faça sentirem-se menos sozinhas com elas próprias.
É CADA VEZ MAIS DIFÍCIL não ouvir nada.
Quando fui ao Japão, uma das coisas que mais me marcaram foi o respeito absoluto que existe pelo silêncio. Lembro-me que, antes de viajar, o Gonçalo M. Tavares me disse uma frase que nunca mais me esqueci: “Vais adorar, é um país que já está pronto.” E eu lá fiquei com esta frase na cabeça, a ideia de um país que se adiantou um bocadinho e que foi resolvendo coisas que nós ainda nem sabíamos que eram para resolver. Parece uma frase meio estranha quando se fala de um país; mas ele tinha razão, é um país que já está pronto. Nos transportes públicos ninguém fala ao telemóvel, para não incomodar quem estiver ao lado. Em Tóquio anda-se nas ruas e consegue-se falar num volume normal, porque ninguém está aos gritos e a buzinar a cada metro quadrado, a não ser os turistas. Somos uns selvagens, aos olhos deles. Pessoas que ainda não perceberam que para falar com a pessoa que está ao lado, não se grita para a que está no fundo da rua. Mas são generosos na compreensão, porque sabem que ainda estamos em construção, que um dia também vamos perceber.
Na semana passada, enquanto passeava junto ao Miradouro de São Pedro de Alcântara – um dos sítios mais bonitos para pararmos e nos espantarmos com Lisboa – fui obrigado a esquecer-me da vista, e também do que quer que fosse que estivesse a pensar. Lembraram-se de pôr lá umas barraquinhas de madeira onde vendem produtos, e para as barraquinhas não se sentirem sozinhas, juntaram umas colunas que nos gritam música num volume estupidamente alto, que se espalha muito para lá do miradouro. Fomos arrogantes e demos cabo da vista e daquele recorte de Lisboa. Não confiámos que aqueles metros quadrados de paisagem sobreviveriam só pelo que são, e enchemo-los de barulho, cheios de medo de que as pessoas se pudessem aborrecer com os pássaros e com o que estavam a ver. A paisagem mais bonita já não chega, precisamos que nos estimulem os sentidos todos, como se tivéssemos 4 anos outra vez.
Juan Cavia
Qualquer visitante que tenha o azar de só lá passar uma vez, vai guardar na memória aquele fim de tarde, com uma luz tão bonita que quase parece que não nos está a acontecer, e música aos gritos como pano de fundo. A grande vantagem dos dias de hoje, é que se eu quiser apreciar aquela vista com um determinado som, basta-me pôr uns auscultadores e escolho a banda sonora com a qual quero gravar aquele momento. Fazer com que toda a gente que lá vá passear fique refém de uma música enquanto olha para uma vista daquelas, devia ser crime de lesa-pátria. Turistas que olham surpreendidos para aquilo tudo como se estivessem numa montanha-russa. Aproveitam e tiram uma fotografia, que essa ao menos vai calada.
As pessoas perderam o respeito pelo silêncio. Não aguentam o silêncio, e querem o silêncio, tudo ao mesmo tempo. Não sabem o que fazer com ele, procuram tutoriais na Internet para o encontrar dentro da cabeça, ao mesmo tempo que fecham a janela do YouTube e correm desesperadas à procura de qualquer barulho que as faça sentirem-se menos sozinhas com elas próprias. É que quando há silêncio, a nossa cabeça fica muito alta, e esse som pode ser insuportável. Para resolver, pagamos todos.
Dizem que só querem ir para um sítio calmo, no campo, com animais e árvores, mas mal podem esperar para chegar lá e encher aquela paisagem de sons que ocupem a cabeça e não as levem à loucura. Sítios públicos com telemóveis a vomitarem vídeos com o som no máximo, restaurantes com televisões com o som no máximo, crianças em restaurantes a verem desenhos animados no telemóvel com o som no máximo, pessoas que falam com o som no máximo mesmo estando ao lado umas das outras, grupos de pessoas a levarem para a praia colunas e a meterem o som no máximo, aniquilando o dia a todas as outras pessoas que só queriam ouvir o mar e ler. Por todo o lado há sons que se fazem ouvir cada vez mais alto. O mundo todo a acontecer, e nós sem percebermos o que fica dele se tudo se calar nem que seja por um minuto. E já nem se faz cerimónia; para preencher o silêncio de uma pessoa, destrói-se o silêncio de todas à volta. Morre-se de medo do silêncio, porque se sabe que ele vem com uma série de perguntas às costas. Para termos silêncio, temos de fugir para um sítio onde possamos estar a sós connosco, até a tempestade passar. E fazer as pazes com isso.
O metro quadrado mais caro neste momento está nas grandes cidades, e traz com ele todos os barulhos do mundo. Mas um dia o metro quadrado de silêncio será o mais caro de todos. Quem souber deste segredo com antecedência ainda o encontra barato.
Mas ainda vai levar tempo até tudo mudar, primeiro temos de estar prontos.
fonte: https://www.sabado.pt/opiniao/cronistas/bruno-nogueira/detalhe/metro-quadrado-de-silencio
Universe of Water Particles in the Tank, Transcending Boundaries
10・3・2023
An enormous waterfall cascades down the interior of the Tank, transcending boundaries and influencing other artworks.
Water is represented by a continuum of numerous water particles. The interaction between the particles is calculated and then lines are drawn in relation to the behavior of the water particles. The lines are “flattened” using what teamLab considers to be ultrasubjective space.
When people stand on or touch the waterfall, they obstruct the flow of water like a rock, and the flow of water changes. The flow of water continues to transform due to the interaction of people. Previous visual states can never be replicated, and will never reoccur.
The water causes the flowers of Flowers and People, Cannot be Controlled but Live Together artwork to scatter.
teamLab, 2019
more: https://www.teamlab.art/fr/w/universe_of_water_particles_tank/
Anila Quayyum Agha: Intersections
10・3・2023
Pakistani-American artist Anila Quayyum Agha uses light and cast shadow to transform Rice Gallery into a sacred space of her own making that is open to all. “Intersections” is inspired by Agha’s seminal experience of exclusion as a woman from Mosques, a space of community and creativity, while growing up in Pakistan. The wooden frieze emulates a pattern from the Alhambra, a palace where Islamic and Western discourses met and co-existed in harmony, and serves as a metaphor of union.
On view September 24 - December 6, 2015. Original score by Mark Walley. Visit RiceGallery.org. Learn more about the artist at AnilaAgha.com. Learn more about the filmmakers at WalleyFilms.com. Film Stills: flic.kr/s/aHskncE5x3
video: https://vimeo.com/142321235
12・3・2023
O Beijo
Artur Silva
in Volta ao Mundo nº 89, Março de 2002
Eléctrico n.º 1, Porto
13・3・2023
Perto da Ponte da Arrábida, o fotógrafo (que seguia de bicicleta) teve de pedalar com vigor para “apanhar” o eléctrico e assim captar esta imagem evocativa de um tempo em que a viagem à pendura (ou à guna) era comum.
Fotografia de Manuel Adriano.
fonte: https://www.nationalgeographic.pt/fotografia/foto-do-leitor/fotos-dos-leitores-marco-2023_3606
14・3・2023
Alice Coutinho
in Facebook, 17 de Fevereiro de 2022
Sempre actual:
"Sou um partidário da democradura, um regime que faz a conjuminância das merecendências da democracia com os talqualmente da ditadura. Na democracia, o povo escolhe a gente, os governantes. Na democradura, a gente escolhe o povo que vai escolher a gente."
Odorico Paraguaçu, “O Bem Amado”, TV Globo, 1973
Lullabies
14・3・2023
Cocteau Twins (1982), 4.A.D. BAD213 (UK)
cover design: Vaughan Oliver/23 Envelope
fonte: https://4ad.com/releases/19
“Our Lily” and “Arum Lily” are the perfect visual gateway into April. The images above appeared in Lilliput Pocket Omnibus 1937/38 which was a humorous publication produced by Stefan Lorant, a photojournalist, author, and filmmaker. The magazine was known for Lorant’s juxtapositions of images for political or aesthetic effects. The left photo of the dancer was taken by Dr. Krohn from Praha (Prague). The photo on the right was taken by Felix Man. The synergy between these two images is visually stunning.
Born in Hungary in 1901, Lorant moved to Germany when he was 18 and was involved in the creation of 14 films, many of which he directed or wrote. He became an editor for Münchner Illustrierte Presse, a German photo magazine, whose work inspired the style of Life Magazine. When Hitler came to power, Lorant was imprisoned solely because of his work as an editor. When he was released 6 months later, he escaped to Great Britain eventually moving to the United States in 1940 where he died in 1996. (He wrote the book I was Hitler’s Prisoner documenting his experience, along with several other photo and history books.)
Here’s to the lilies — and to the provocative and stimulating connections of the seemingly disparate.
source: Nexus, 1/4/2014, https://connectere.wordpress.com/2014/04/01/lilies-in-lilliput/
15・3・2023
Peeking through the mist, Madeira Island
Thomas Havel, Outubro de 2020
“Watching the clouds rolling in the valley was truly magical. Can you spot me at the top of the hill?”
World Water Map, National Geographic Society
22・3・2023
MIND THE WATER GAP
Mapping the world’s water shortages
Human water consumption has soared. In some parts of the planet, the demand is greater than rivers or groundwater can sustain.
Schoolbooks show a simple picture of the water cycle—water evaporates from the ocean, drifts in clouds over land, falls as rain, flows in rivers to the sea—that is no longer accurate. Humans intrude on the cycle now: Each year we extract 4,000 cubic kilometers of water, eight times more than a century ago. We consume it in kitchens and bathrooms, factories and power plants; we use it to irrigate our crops. Growing populations and aspirations drive a growing demand for water.
The result is a water gap in an increasing number of places. Humans are using more water than the water cycle can provide, and so we deplete shallow aquifers, and may need to tap into deep ones that will not be renewed in our lifetime. In the process we threaten not only our own health, peace, and well-being, but also the health of ecosystems and wildlife.
The information presented in the world water map is based on a global model developed at Utrecht University in the Netherlands. Led by National Geographic Explorer Marc Bierkens, this World Water Map helps us understand where and why water gaps arise, how climate change might aggravate them—and even how they might be managed.
Sebastião Salgado: World Water Day
22・3・2023
Erg Ubari, Libya, 2009
Mutarara, Mozambique, 1994
Valdez Peninsula, Argentina, 2004
Umbala Camp, Sudan, 1985
Brooks Range, Alaska, USA, 2009
Gourma Rarhous region, Mali, 1985
Future Man
23・3・2023
"The difference between fiction and reality? Fiction has to make sense."
Tom Clancy, in Larry King Live/CNN, 1991
photo author unknown
Before the coffee gets cold
23・3・2023
“Kōhī ga samenai uchi ni”, Toshikazu Kawaguchi (Sanmāku Shuppan, 2015)
Toshikazu Kawaguchi’s moving Before the Coffee Gets Cold, translated from Japanese by Geoffrey Trousselot, explores the age-old question: what would you do if you could travel back in time? More importantly, who would you want to meet, maybe for one last time?
In a small back alley in Tokyo, there is a cafe which has been serving carefully brewed coffee for more than one hundred years. But this coffee shop offers its customers a unique experience: the chance to travel back in time.
In Before the Coffee Gets Cold, we meet four visitors, each of whom is hoping to make use of the cafe’s time-travelling offer, in order to: confront the man who left them, receive a letter from their husband whose memory has been taken by Alzheimer's, see their sister one last time, and meet the daughter they never got the chance to know.
But the journey into the past does not come without risks: customers must sit in a particular seat, they cannot leave the cafe, and finally, they must return to the present before the coffee gets cold . . .
source: https://www.panmacmillan.com/authors/toshikazu-kawaguchi/before-the-coffee-gets-cold/9781529029581
Pierre Dac: Ecouter les autres…
28・3・2023
“Ecouter les autres, c’est encore la meilleure façon d’entendre ce qu’ils disent.”
midjourney f.fansuri 1444H
28・3・2023
Muhammad Shafiq, with Midjourney AI
source: https://www.facebook.com/media/set/?vanity=fansuri.firus&set=a.10159377025969527
Pico do Areeiro, Ilha da Madeira, Portugal
28・3・2023
Joel Santos, Março de 2017
fonte: https://www.facebook.com/photo/?fbid=10155099431878686&set=a.382095178685
Anila Quayyum Agha: “All the flowers are for me”
30・3・2023
A woman stands beneath an installation during a preview of the exhibition "All The Flowers Are For Me" at Kew Gardens in London, England, on March 30, 2023. The installation is part of a new exhibition by Anila Quayyum Agha, exploring motifs from Islamic culture.
Dan Kitwood/Getty, in The Atlantic
source: https://www.theatlantic.com/photo/2023/03/photos-of-the-week-spiral-shelves-steel-cube-village-basketball/673571/#img09
Sun beams into Grand Central Station, New York City
31・3・2023
It’s not possible to take such a photograph any more, as the buildings outside block the sun rays.
Photo taken by Hal Morey, 1929.
source: https://rarehistoricalphotos.com/grand-central-terminal-pictures/